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Mãos hospitaleiras, mãos sagradas… as minhas mãos


Maio é indiscutivelmente o mês que mais nos faz pronunciar o nome de Maria como Mãe de Jesus e nossa Mãe, é o mês que mais nos leva ao coração da Mãe.

Foi neste mês, no dia 17, que realizamos a Peregrinação Hospitaleira. De todos os centros rumamos como sempre ao coração do país, a Cova da Iria para nos colocarmos aos pés da Mãe.

O tema central foi: “Mãos hospitaleiras, mãos sagradas… as minhas mãos”. Desafio lançado a toda a Comunidade Hospitaleira com o objetivo de nos estimular a reconhecer o valor e significado das próprias mãos no fazer hospitaleiro, pois “as mãos são o espelho mais imediato da nossa qualidade de serviço”, como refere a Ir. Laurinda Faria, na nota interna que anuncia a Peregrinação.

O momento alto do dia foi sem dúvida a Eucaristia celebrada com solenidade por toda a Comunidade Hospitaleira com a presença de alguns capelães dos centros hospitaleiros e presidida pelo P. José Nuno, capelão do Santuário de Fátima e diretor do Departamento de Pastoral da Mensagem de Fátima. O presidente, sublinhou tão bem a importância das nossas mãos e do que podemos fazer com elas, motivando-nos a tê-las abertas em atitude de quem acolhe, oferece e está disponível.

Digno de registo foi também o momento dinâmico e criativo de ação de graças com o envolvimento de membros de todos os centros na construção do puzzle do coração hospitaleiro que se prolongou pelo colorido das fitas com frases interpelantes. Parabéns à Casa de Saúde da Idanha pela animação da Eucaristia.

Após o almoço mais uma vez fomos positivamente surpreendidos pelo dinamismo e criatividade que envolveu toda a tarde de festa hospitaleira que deu mais vida e mais alegria à nossa cultura carismática. A dinamização da tarde foi da responsabilidade do Centro de Recuperação de Menores do Assumar que para apresentar cada Centro se serviu do “Brainstorm Hospitaleiro”, especialmente criado para este momento. Três perguntas sobre cada Centro e quatro hipóteses de resposta, onde apenas uma estava correta foi o desafio lançado a uma equipa constituída por um elemento de cada centro. Este concurso hospitaleiro captou a atenção de todos os participantes, envolvendo-os de tal forma na dinâmica que todos respondiam às perguntas antes sequer da equipa ter possibilidade de responder.

Outra marca da nossa tarde foi a tradução em língua gestual de cada tema e o modo de bater as palmas por um grupo de cinco meninas do Assumar treinadas e acompanhadas pela terapeuta da fala.

Foi riquíssima a forma como cada equipa trabalhou e apresentou o seu tema e valorizou e sublinhou o verbo que deu vida às suas mãos. Tantos dons se revelaram nesta tarde, tanta dedicação investida, tanta criatividade a transbordar, tanta alegria partilhada, tanta hospitalidade festejada. Obrigada por cada apresentação que nos encheu o coração e fez as nossas mãos “abanar” batendo palmas silenciosas num lindo espetáculo de movimento e cor.

Na verdade as mãos hospitaleiras são mãos sagradas e são mãos divinas porque acolhem, escutam, amparam, curam, fortalecem, dignificam, alimentam, ensinam, alegram, sustentam… cantam, silenciam, abençoam, dão vida. São humanas, mas tocam o divino, porque são sagradas!

Ir. Noémia Bastos



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